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Talk with: The Dø

Talk with: The Dø

- A gente sabe que vocês se conheceram gravando uma música para o filme “Empire of the Wolves”. Como foi esse primeiro contato e como vocês resolveram começar a banda?

Nos conhecemos durante as sessões de gravação. Foi bem divertido. Nós dois percebemos que podíamos ser muito mais criativos juntos. Depois desse filme nós continuamos trabalhando em músicas e canções, e foi assim que começamos a escrever p/ The Dø, sem pensar em um álbum.

- Por que The Dø? Já vimos vários textos explicando, mas gostaríamos de saber o sentimento de vocês em relação ao nome e o que isso representa para os dois.

É como um Lego, como peças de um quebra-cabeça… D p/ Dan & O para Olivia. É uma fórmula química. É um cervo, um cervo feminino… E também é uma dor de cabeça para que todos pronunciem e soletrem direito. Nós não nos importamos!

Olivia tem uma voz linda e um jeito especial de cantar. Dan, por outro lado, é ótimo em mais de um instrumento. O que vocês acham dessa combinação?

Somos um duo muito complementar: um não pode fazer o que o outro pode. De qualquer forma, continuamos aprimorando o que cada um sabe fazer. Eu tento obter as melhores batidas e o Dan trabalha nas melodias. É interessante inverter o papel de vez em quando e a gente gosta de permitir esse tipo de troca. É fácil trabalhar com alguém que te ajuda a pensar na melhor forma de combinar voz e o som.

- Qual a conexão da banda com cinema?

É muito mais que histórias e cores, poesia e movimento. Em uma boa canção, você tem que explorar tudo isso em 3 ou 4 minutos. Imagens podem desencadear emoções que, muitas vezes, nos levam a uma nova canção. Nós gostamos de criar nossas músicas cada vez com uma nova configuração, novos personagens, novas emoções.

- Adoramos o trabalho do The Dø no Studio Pigalle Sessions. Parecia tão diferente do álbum. O que mais podemos esperar numa apresentação ao vivo?

Talvez por conta do Dan ter uma formação clássica e muito conhecimento sobre jazz. Isso faz com que a gente tenha muitas variações ao vivo, e nós sempre queremos ir mais longe. Queremos olhar o que está sob a saia de uma canção, meio que um raio-x do que pensamos em alguma música inicialmente. Não podemos abandonar o trabalho que realizamos em estúdio, porque é lá que encontramos todas essas variações musicais, ainda mais trabalhando com outros músicos e injetando muita energia nova nas nossas composições.

- Se tem uma coisa que a gente gosta (e muito) são covers. Vocês tem versões lindas de músicas de Rolling Stones e do John Lennon. Tem algum cover novo a caminho?

Estamos trabalhando em um cover de "Redondo Beach”, da Patti Smith e um outro do The Knife com “Silent Shout”. Algum dia, vamos publicá-los porque nós também amamos covers.

- Existem outras bandas ou artistas que o The Dø gostaria de fazer uma parceria?

Gostamos de passar o tempo livre com nossos amigos artistas. Eles nos inspiram muito. Jeanne Added, cantor e compositor que tem um projeto lindo chamado “Kiss the change”. Na fotografia, gostamos de Marianne Maric, Goniche Julien e Gabb Andre. Na música, Thomas de Pourquery é um dos nossos queridos. Na arte, admiramos o trabalho de pintores como Fra del Rico. Falando em bandas, a gente adora The Knife. Todos eles são loucos e com 1000 idéias.

- Vocês ganharam remixes bem bacanas de nomes que a gente adora. Qual desses remixes vocês mais gostaram? Aliás, a Olivia citou The Knife várias vezes. Qual o vínculo da banda com música eletrônica?

A gente deu muita sorte com o nosso último álbum. Todos os remixes ficaram incríveis e todos bem diferentes um do outro. É uma honra ter as nossas músicas remixadas por profissionais tão bons. Nós caímos de amores pela música eletrônica novamente depois de muitos anos. Projetos como Modeselektor, alguns artistas do techno como Clara Moto, são realmente lindos. Gostamos de Justice, de Diplo… E a gente adora The Knife.

- O último álbum da banda foi lançado no ano passado. O The Dø está trabalhando num próximo álbum agora?

Oh, oui! Estamos trabalhando em algumas músicas novas. Mas vamos esperar o final da turnê, em Agosto, para iniciar os trabalhos oficialmente.

- O que vocês sabem sobre o Brasil?

Nunca tivemos a chance de ir para o Brasil, a gente adoraria… Somos fãs do cinema de vocês. Vimos “Orfeu Negro’’ do Marcel Camus – um filme lindo que acontece no Rio durante o carnaval. A música desse filme foi escrita por Tom Jobim e Luiz Bonfá. É linda.

- Para terminar, não podemos fugir de uma pergunta: vocês tem planos de tocar no Brasil?

Nós adoraríamos. Esperamos que o nosso próximo álbum nos coloque num avião para o Brasil.

(Foto por Carole Lambert)

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